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Temperatura do mar e a distribuição dos cetáceos


A temperatura da superfície do mar influencia diretamente onde e quando diferentes espécies de cetáceos ocorrem na costa brasileira.


A Temperatura da Superfície do Mar (SST) foi identificada como um dos principais fatores ambientais associados à riqueza de espécies de cetáceos na Bacia de Santos. O estudo demonstrou uma relação não linear entre SST e riqueza, com maior diversidade de espécies observada em torno de 23 °C. Temperaturas mais baixas ou mais elevadas tendem a estar associadas a uma menor riqueza, indicando a existência de condições térmicas mais favoráveis à agregação de diferentes espécies.


Além disso, foi observada uma variação sazonal marcante. Durante o período mais frio do ano (abril a setembro), a riqueza média de espécies foi maior do que no período quente (outubro a março). Essa diferença está relacionada às dinâmicas oceanográficas regionais, como a influência da Água Central do Atlântico Sul (ACAS) e da Corrente das Malvinas, que favorecem processos de ressurgência e aumentam a produtividade do sistema.


Essas condições oceanográficas influenciam diretamente a disponibilidade de presas e, consequentemente, a presença e diversidade de cetáceos na região. Compreender como a temperatura do mar estrutura esses padrões é fundamental para a conservação, especialmente diante das mudanças climáticas, que podem alterar os regimes térmicos e impactar a distribuição das espécies ao longo do tempo.


🔎 Conteúdo revisado pela Profa. Laura.


Referência

MARTINS, Ana Carolina et al. Spatial and seasonal patterns of cetacean species richness: A Bayesian approach. Deep-Sea Research Part I, v. 196, p. 104046, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.dsr.2023.104046. Acesso em: 26 mai. 2024.


 
 
 

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