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Zoológicos: "mocinhos ou vilões?"

Sou 100% favorável aos animais livres, em seus ambientes naturais, e que, de preferência, nunca tivessem saído de lá! Mas esta é uma realidade? Infelizmente não!



Fazendo um paralelo com o autor Peter Singer em seu livro Ética Prática, ele faz uma reflexão interessante: mentir é ético ou antiético? A maioria responde antiético. Mas e se você estiver abrigando crianças “caçadas” por soldados da 2ª Guerra Mundial e responder ao soldado que não existem crianças em sua casa? Sua mentira é ética ou antiética? A resposta da maioria será: “mas neste caso depende, é diferente...”



Da mesma forma, no mundo real de hoje, afirmar que todos os zoos são “vilões”, acredito, não ser correto. (com todo respeito às opiniões contrárias)



Trabalhei anos na fiscalização de fauna. O Estado não oferecia, e não oferece, verbas e locais suficientes, como CETAS, para receber os animais.



Já vi defensores ferrenhos, que admiro, serem contra zoológicos, mas quando precisaram abrigar um animal que pesa toneladas, para tirá-lo de um local onde era maltratado, adivinhe quem abrigou? Um zoológico! E alguns programas de repovoamento em ambientes naturais de espécies ameaçadas de extinção? Os animais podem vir de zoos.



O ideal, talvez, seria termos “zoos” com ambientes fechados, sem necessidade de visitação humana, mas o Estado seria capaz de suprir estes locais, em 100% das despesas? Ou os ingressos de visitação são necessários para a manutenção dos animais?



Alguns locais são apenas exploração e não deveriam nem ter começado. Assim, como não sou a favor de aquisição de animais provenientes da natureza para serem colocados em exposição.



Mas e os outros zoos? Que abrigam animais quando não existe outro local que aceite, que trabalham para a conservação de espécies, que buscam o retorno do animal à natureza, que realizam educação ambiental, respeitando os animais, que abrigam os que não possuem condição de retornarem para natureza? Podemos chamá-los de vilões?





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