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Coronavírus e cetáceos no Brasil: o que os dados mostram


Desde a pandemia de COVID-19, aumentaram os questionamentos sobre a possível circulação de coronavírus em mamíferos marinhos. Nesse contexto, estudos recentes têm buscado esclarecer esse cenário no Brasil.


Uma pesquisa investigou a presença de Coronavírus em cetáceos encalhados ao longo da costa brasileira, analisando amostras de 118 indivíduos pertencentes a diferentes espécies. Os resultados indicaram que nenhuma das amostras testou positivo para Coronavírus utilizando os métodos empregados.


O estudo utilizou RT-PCRs de amplo espectro direcionados ao gene RdRp (RNA-dependent RNA polymerase), uma região conservada amplamente utilizada para a detecção de diferentes linhagens de Coronavírus. A ausência de detecção sugere que, no período e nas condições analisadas, não havia evidência de circulação ativa desses vírus nas populações avaliadas.


Em outras regiões do mundo, especialmente no hemisfério norte, Coronavírus já foram identificados em cetáceos, incluindo linhagens associadas a alterações respiratórias e gastrointestinais. No entanto, até o momento, esse padrão não foi observado nos animais analisados no Brasil.

É importante destacar que resultados negativos não indicam ausência absoluta do vírus, mas sim que ele não foi detectado nas amostras e metodologias utilizadas. Dessa forma, o monitoramento sanitário contínuo de mamíferos marinhos permanece essencial, tanto para a conservação das espécies quanto para o acompanhamento da dinâmica de patógenos em ambientes marinhos.


Referência (ABNT)

COSTA-SILVA, Samira et al. Morbillivirus and coronavirus survey in stranded cetaceans, Brazil. PLoS ONE, v. 20, n. 3, p. e0316050, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0316050. Acesso em: 22 maio 2024.

✏️ Texto revisado por Profa. Laura Ippolito


 
 
 

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