Lactação em golfinhos: um dos períodos mais energeticamente exigentes da vida
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- há 4 horas
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A reprodução em mamíferos marinhos envolve custos energéticos elevados, especialmente durante a lactação. No golfinho-pintado-do-Atlântico (Stenella frontalis), esse período representa o estado reprodutivo de maior demanda metabólica.
Um estudo conduzido nas Bahamas investigou como a dieta varia entre diferentes estados reprodutivos dessa espécie. Os resultados mostraram que fêmeas lactantes apresentam ingestão significativamente maior de energia total, lipídios, proteínas e umidade quando comparadas a fêmeas gestantes.
Curiosamente, a ingestão absoluta ainda pode ser inferior à observada em fêmeas não reprodutivamente ativas. Esse resultado sugere que, durante a lactação, a estratégia alimentar pode envolver não apenas aumento no consumo, mas também seleção de presas com maior qualidade nutricional.
O leite de cetáceos é altamente concentrado em gordura e proteínas, o que sustenta o rápido crescimento dos filhotes. Para atender a essa demanda, as fêmeas parecem priorizar presas com maior valor energético e proteico.
Essa adaptação alimentar destaca a importância da disponibilidade de presas energéticas no ambiente. Em espécies de vida longa e baixa fecundidade, como os cetáceos, limitações nutricionais durante a lactação podem ter consequências diretas sobre o sucesso reprodutivo e a sobrevivência da prole.
Assim, compreender as relações entre dieta, energia e reprodução é fundamental para avaliar os impactos ecológicos e ambientais sobre populações de mamíferos marinhos.
Referência
Malinowski, C. R., & Herzing, D. L. (2015). Prey use and nutritional differences between reproductive states and age classes in Atlantic spotted dolphins (Stenella frontalis) in the Bahamas. Marine Mammal Science, 31(4), 1471–1493. https://doi.org/10.1111/mms.12238




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