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Morbillivírus em Cetáceos: O Vírus Mortal que Ameaça os Golfinhos na Costa Brasileira


Pesquisas recentes ampliam o conhecimento sobre a circulação do morbillivírus em cetáceos ao longo da costa brasileira.


Um estudo recente identificou a presença do Morbillivirus de Golfinho-Guianense (GDMV) em espécies de cetáceos além do seu hospedeiro mais frequentemente documentado no Brasil, o golfinho-cinza (Sotalia guianensis). A pesquisa confirmou infecção viral em uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) e em um golfinho-pintado-do-atlântico (Stenella frontalis), ampliando o registro de hospedeiros suscetíveis ao vírus no Atlântico Sul Ocidental.


No caso da baleia-jubarte, a detecção do vírus foi associada a lesões teciduais compatíveis com infecção por morbillivírus, o que representa um avanço importante em relação a registros anteriores, que se limitavam à detecção viral em amostras respiratórias. Para o golfinho-pintado-do-atlântico, trata-se do primeiro registro confirmado de infecção pelo GDMV.


Entre os 118 cetáceos analisados no estudo, três testaram positivo (2,5%), incluindo 1 de 16 baleias-jubarte e 1 de 5 golfinhos-pintados-do-atlântico. Embora a frequência observada seja baixa, esses dados indicam que o vírus pode circular entre diferentes espécies, mesmo sem a ocorrência de surtos de mortalidade em larga escala.


Os resultados reforçam a importância do monitoramento sanitário contínuo de cetáceos no Brasil, especialmente como ferramenta para detectar precocemente mudanças no padrão de circulação de patógenos e avaliar possíveis implicações para a conservação e a saúde dos ecossistemas marinhos.


COSTA-SILVA, Samira et al. Morbillivirus and coronavirus survey in stranded cetaceans, Brazil. PLoS ONE, v. 20, n. 3, p. e0316050, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0316050.


 
 
 

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