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Morfologia e nicho nutricional em pinnípedes sul-americanos


O formato corporal influencia diretamente a capacidade de captura de presas por predadores marinhos. Diferenças morfológicas podem determinar estratégias de mergulho, profundidade alcançada e tipo de presa acessível — o que, consequentemente, impacta o perfil nutricional consumido.


Um estudo publicado no Journal of Experimental Marine Biology and Ecology analisou como diferenças morfológicas entre o leão-marinho-sul-americano (Otaria flavescens) e o lobo-marinho-sul-americano (Arctocephalus australis) se refletem nos seus nichos nutricionais.


Os autores observaram que o leão-marinho, por apresentar maior porte e corpo mais robusto, tende a explorar presas demersais, associadas ao fundo. Já o lobo-marinho, menor e mais hidrodinâmico, utiliza tanto presas demersais quanto pelágicas, localizadas na coluna d’água.


Como as presas pelágicas costumam apresentar maior teor de lipídios, enquanto muitas presas demersais possuem maior proporção proteína:lipídio, essa diferença de acesso resulta em perfis nutricionais distintos entre as espécies.


A principal conclusão do estudo reforça uma ideia central na ecologia alimentar: morfologia, comportamento e nutrição estão interligados, e a forma corporal influencia diretamente o nicho nutricional ocupado por cada predador.


ReferênciaDenuncio, P. et al. (2021). Prey composition and nutritional strategies in two sympatric pinnipeds. Journal of Experimental Marine Biology and Ecology, 545.

 
 
 

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