O PARASITA QUE ENGANA OS PAIS: A Brutalidade da Reprodução Animal.
- News Fauna em foco

- 28 de dez. de 2025
- 1 min de leitura

Imagine criar filhos que não são seus, investindo tempo e energia em uma prole alheia. Essa estratégia reprodutiva, conhecida como parasitismo de ninho, é brutal e surpreendentemente eficaz na natureza!
O parasitismo de ninho é uma tática evolutiva em que uma espécie deposita seus ovos no ninho de outra, delegando a ela todo o cuidado parental. Este fenômeno é mais proeminente em aves, sendo o 'Molothrus ater' (pássaro-vaca-de-cabeça-marrom) um dos exemplos mais estudados.
A fêmea parasita monitora ninhos de diversas espécies hospedeiras, esperando o momento ideal para depositar seus ovos, muitas vezes removendo um ovo original do hospedeiro para manter o número total de ovos constante e evitar detecção.
Uma vez eclodido, o filhote parasita frequentemente se desenvolve mais rapidamente e é maior que os filhotes do hospedeiro, dominando a competição por alimento e atenção. Isso pode levar à morte dos filhotes legítimos por inanição ou até mesmo por expulsão ativa do ninho pelo parasita.
A pressão seletiva sobre as espécies hospedeiras é imensa, impulsionando uma corrida armamentista evolutiva, onde os hospedeiros desenvolvem defesas (como o reconhecimento e remoção de ovos parasitas), enquanto os parasitas evoluem para mimetizar os ovos do hospedeiro ou para uma eclosão e desenvolvimento ainda mais rápidos.
Compreender essa dinâmica é crucial para a conservação, pois o parasitismo pode impactar severamente populações de espécies vulneráveis.
YAHNER, R. H. Wildlife Behavior and Conservation. New York: Springer, 2012. Cap. 4, p. 28-29.





Comentários