O que as fezes revelam sobre a dieta das orcas
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- há 14 horas
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O estudo da dieta das orcas Residentes do Sul (Orcinus orca ater), uma população ameaçada, tem avançado significativamente com o uso de métodos genéticos aplicados a amostras fecais. Essa abordagem permite investigar a alimentação desses animais de forma não invasiva, sem a necessidade de observação direta.
A partir das fezes, pesquisadores conseguem extrair o DNA das presas já digeridas. Por meio da análise de regiões específicas do DNA mitocondrial, é possível identificar quais espécies foram consumidas. Uma única amostra pode revelar múltiplos itens alimentares, ampliando a compreensão da dieta ao longo do tempo e entre diferentes indivíduos.
Um dos principais focos desse tipo de estudo é o salmão Chinook, considerado a principal presa das orcas Southern Resident. Técnicas mais avançadas permitem inclusive identificar a população de origem desses peixes, conectando diretamente a ecologia das orcas com a conservação dos rios, habitats de desova e estoques pesqueiros.
Por ser um método não invasivo, a análise genética de fezes é especialmente importante para espécies ameaçadas. Além de reduzir o estresse sobre os animais, essa abordagem fornece dados essenciais para orientar estratégias de conservação mais eficazes.
✏️ Revisado por: Laura Ippolito
Referência
HANSON, M. B. et al. Endangered predators and endangered prey: Seasonal diet of Southern Resident killer whales. PLoS ONE, v. 16, n. 3, p. e0247031, 3 mar. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0247031. Acesso em: 23 mai. 2024.




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