Por que felinos dormem tanto? A ciência por trás do comportamento
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- há 3 dias
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Felinos como leões, onças, tigres e leopardos podem dormir entre 16 e 20 horas por dia. Embora esse comportamento seja frequentemente interpretado como preguiça, a ciência mostra que o sono prolongado é uma adaptação evolutiva essencial para a sobrevivência desses predadores.
Diferentemente de animais que pastam ou forrageiam continuamente, os felinos são predadores de emboscada. Suas caçadas exigem explosões rápidas de energia, grande força muscular, coordenação motora refinada e alta capacidade cognitiva. Cada tentativa de caça representa um alto custo energético, e o sucesso não é garantido.
Nesse contexto, o descanso desempenha um papel central. Dormir permite a conservação de energia entre períodos de atividade intensa, além de contribuir para a recuperação muscular e a manutenção das funções neurológicas envolvidas na atenção, no tempo de reação e na tomada de decisão — fatores críticos durante a caça.
Outro aspecto relevante é o ambiente térmico. Muitos felinos vivem em regiões quentes, onde permanecer ativo durante as horas mais quentes do dia aumentaria o risco de estresse térmico e desidratação. O repouso durante o dia, com maior atividade ao amanhecer e ao entardecer, ajuda a minimizar esses riscos e a otimizar o metabolismo.
Na natureza, felinos não se movimentam sem necessidade. Eles não caçam diariamente, evitam deslocamentos longos e utilizam o repouso como parte de sua estratégia comportamental. Estar constantemente ativo significaria gasto energético excessivo e maior exposição a riscos, o que reduziria suas chances de sobrevivência.
Compreender esse comportamento natural é fundamental quando falamos de bem-estar animal, especialmente em contextos de cativeiro, reabilitação e manejo humano. Ambientes que não respeitam os padrões naturais de atividade e descanso podem gerar estresse, frustração e prejuízos fisiológicos, mesmo quando o animal aparenta estar saudável.
Assim, o sono prolongado dos felinos não é um excesso, mas uma expressão clara de sua adaptação evolutiva. Respeitar esse padrão é um passo essencial para garantir não apenas a sobrevivência da espécie, mas o bem-estar real dos indivíduos.





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